Metas, Sentido e Liberdade: Metas só se sustentam quando Nascem do Sentido Existencial

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Metas, Sentido e Liberdade: O Encontro Entre Stephen Covey, Viktor Frankl, Carl Rogers e Jordan Peterson

Por que metas só se sustentam quando nascem do sentido existencial, da autenticidade e da responsabilidade pessoal

Introdução

Historicamente, o ser humano sempre buscou organizar a própria vida em torno de objetivos. Contudo, apenas na modernidade tardia as metas passaram a ocupar o centro absoluto da identidade pessoal, tornando-se sinônimo de valor, sucesso e até dignidade. Nesse cenário, definir metas deixou de ser um recurso existencial e passou a funcionar como um imperativo moral silencioso: quem não progride, fracassa.

Nesse contexto, o pensamento de Stephen R. Covey se destaca por dialogar com tradições filosóficas e psicológicas mais profundas, ainda que muitas vezes de forma implícita. Sua concepção de metas não nasce da obsessão por desempenho, mas da tentativa de reconciliar liberdade, sentido e responsabilidade — temas centrais também em Viktor Frankl, Carl Rogers e, mais recentemente, Jordan Peterson.

A crise contemporânea das metas desconectadas do sentido

Inicialmente, é preciso reconhecer que a maioria das metas modernas responde a expectativas externas: status social, validação profissional, comparações simbólicas e métricas de desempenho. Pouco se questiona se tais metas expressam valores autênticos ou apenas reproduzem narrativas culturalmente premiadas.

Consequentemente, cresce o número de pessoas que atingem objetivos importantes e, ainda assim, experimentam vazio, ansiedade ou desorientação. Esse fenômeno, longe de ser patológico, é um sinal existencial: a meta foi alcançada, mas o sentido não a acompanhou.

É exatamente nesse ponto que o diálogo entre Covey, Frankl, Rogers e Peterson se torna indispensável.

Viktor Frankl: metas subordinadas ao sentido

Primeiramente, Viktor Frankl afirmava que o ser humano não é movido fundamentalmente pelo prazer ou pelo poder, mas pela busca de sentido. Quando essa busca é frustrada, surgem o vazio existencial e a chamada “neurose noogênica”.

Nesse sentido, metas que não respondem à pergunta “para quê?” tornam-se psicologicamente frágeis. Elas até mobilizam energia, mas não sustentam a alma. Frankl advertia que o sucesso, quando desacompanhado de significado, aprofunda o vazio em vez de preenchê-lo.

Assim, Stephen Covey ecoa Frankl ao insistir que metas devem nascer de uma missão pessoal. Ambas as abordagens rejeitam a ideia de que objetivos externos, por si sós, sejam capazes de conferir plenitude à existência.

A missão pessoal como tradução prática do sentido

A partir disso, pode-se compreender a Declaração de Missão Pessoal de Covey como uma operacionalização do pensamento frankliano. Onde Frankl fala em sentido, Covey fala em princípios; onde Frankl fala em responsabilidade existencial, Covey fala em proatividade.

Dessa forma, metas passam a ser vistas não como imposições arbitrárias, mas como compromissos assumidos diante da própria consciência. O indivíduo não pergunta apenas “o que quero alcançar?”, mas “o que a vida espera de mim nesta fase?”.

Essa inversão de perspectiva transforma radicalmente a relação com os objetivos.

Carl Rogers: autenticidade e congruência nas metas

Em seguida, Carl Rogers contribui com um elemento decisivo: a noção de congruência. Para o psicólogo humanista, sofrimento psicológico surge quando há discrepância entre o self real e o self ideal — especialmente quando este último é imposto por expectativas externas.

Nesse ponto, metas socialmente premiadas, mas internamente rejeitadas, tornam-se fontes de alienação. O indivíduo vive em função de objetivos que não expressam sua verdade interna, produzindo uma vida bem-sucedida por fora e desconectada por dentro.

Assim, Covey converge com Rogers ao defender que metas eficazes precisam refletir identidade e valores pessoais. Metas impostas geram desempenho; metas congruentes geram crescimento.

Aceitação, liberdade e escolha consciente

Além disso, Rogers enfatizava que a verdadeira mudança ocorre em um ambiente de aceitação incondicional. Quando o indivíduo se sente livre para reconhecer quem é, torna-se capaz de escolher quem deseja se tornar.

Nesse sentido, metas saudáveis não nascem da culpa, mas da liberdade. Essa visão dialoga diretamente com o primeiro hábito de Covey: Seja proativo. Ambos afirmam que a pessoa não é refém do passado, do ambiente ou das expectativas alheias.

Metas, portanto, tornam-se expressões de liberdade consciente, e não tentativas de compensação emocional.

Jordan Peterson: responsabilidade como antídoto contra o caos

Por outro lado, Jordan Peterson insere a discussão das metas no campo da responsabilidade moral. Para ele, o sofrimento humano se intensifica quando o indivíduo evita assumir responsabilidade por sua própria vida.

Nesse contexto, metas não são apenas desejos, mas instrumentos de ordenação do caos. Estabelecer objetivos claros equivale a dizer: “Aceito o peso da minha existência e escolho carregá-lo de forma digna.”

Assim, Peterson aproxima-se de Covey ao afirmar que metas exigem estrutura, disciplina e compromisso ético. Não basta desejar; é preciso sustentar o caminho.

Ordem, hierarquia e sacrifício

Ademais, Peterson enfatiza que metas legítimas exigem sacrifício. Escolher um objetivo implica renunciar a outros. Essa lógica está plenamente alinhada à visão de Covey sobre prioridades e Quadrante II.

Logo, metas autênticas não prometem conforto imediato, mas crescimento estruturado. Elas exigem ordem interna, clareza hierárquica de valores e disposição para suportar o desconforto do longo prazo.

Aqui, metas deixam de ser fantasias motivacionais e se tornam compromissos morais.

A convergência entre os quatro pensadores

Nesse ponto, torna-se evidente que Covey, Frankl, Rogers e Peterson convergem em um núcleo comum, ainda que partam de tradições distintas. Todos rejeitam a superficialidade das metas desconectadas da interioridade humana.

Portanto, pode-se afirmar que metas verdadeiramente transformadoras surgem da interseção entre quatro pilares:

  • Sentido (Frankl)
  • Autenticidade (Rogers)
  • Responsabilidade (Peterson)
  • Princípios e hábitos (Covey)

Quando um desses elementos falta, a meta perde profundidade e sustentabilidade.

O erro moderno: metas sem antropologia

Entretanto, grande parte das abordagens contemporâneas ignora uma antropologia consistente. Tratam o ser humano como uma máquina de desempenho, não como um sujeito moral e existencial.

Consequentemente, produzem-se métodos eficientes para curto prazo e devastadores para o longo prazo. Covey denunciava exatamente esse erro ao afirmar que eficiência sem direção é uma forma sofisticada de fracasso.

Metas como expressão de maturidade psicológica

Sob essa perspectiva, metas bem formuladas são sinais de maturidade psicológica. Elas indicam que o indivíduo:

  • conhece seus valores,
  • aceita limites,
  • assume responsabilidade,
  • e subordina resultados ao sentido.

Assim, metas deixam de ser instrumentos de validação narcísica e passam a ser ferramentas de serviço, crescimento e contribuição.

Atualidade e urgência desse diálogo

Atualmente, em uma cultura marcada por ansiedade, burnout e sensação crônica de insuficiência, esse diálogo entre Covey, Frankl, Rogers e Peterson não é apenas relevante, mas urgente.

Por isso, resgatar essa visão integrada de metas é um ato quase contracultural. Significa recolocar o ser humano — e não o desempenho — no centro do projeto de vida.

Conclusão

Em síntese, metas só se sustentam quando nascem do sentido, da autenticidade e da responsabilidade pessoal. Stephen Covey compreendeu isso com rara clareza e ofereceu uma linguagem prática para verdades existenciais profundas.

Metas sem sentido geram vazio.
Metas sem autenticidade geram alienação.
Metas sem responsabilidade geram caos.

Quando esses três elementos se integram, as metas deixam de ser tiranas do desempenho e se tornam expressões maduras de liberdade humana.

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