OBSTINAÇÃO e VONTADE, a história do Grão Mestre de Taekwondo ANDRÉ ALEX LIMA

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“Você É Que É o Alex?” A história de vida do Campeão de Taekwondo André Alex Lima.

André Lima é produtor, ator, coreógrafo de cenas de lutas e stunt-man brasileiro de sucesso em Hollywood; é um dos artistas marciais mais famosos do mundo; e é o proprietário do Lima Martial Arts, importante rede de academias de taekwondo, karatê, jiu-jitsu brasileiro, capoeira e kali filipino em Los Angeles, Califórnia, frequentada por estrelas.

O Início

André Alex Gonçalves Lima nasceu no Piauí, e menino viveu também no seu amado Ceará, mas passou a adolescência em Brasília, nos anos 1980, onde começou sua gloriosa carreira nas artes marciais.

Lembrado por ser um menino magro e desajeitado que apanhava dos maiores na escola, resolveu começar a aprender taekwondo, na Academia Choi, na W/3 Sul 510, inicialmente, com o Mestre Soon Myung Choi, e mais tarde, com Carlos Eduardo Loddo.

André Alex, ou “o Alex”, como era então conhecido, tinha uma atrofia da musculatura peitoral, como se um dos lados tivesse um “vazio”, um “afundamento”.

Foco e determinação

Lima era o primeiro a chegar na Academia, à tarde, e o último a sair, à noite.

Chamava a atenção, além de inicialmente não levar jeito algum, pela obstinação em não parar de treinar, por um momento, sequer.

A cada intervalo de um treino mais intenso, enquanto os outros conversavam, deitava-se numa velha cama de supino e levantava uns pesos meia-boca que lá havia, num supino. Eram dezenas e dezenas de séries, por dia.

Às vezes, notava-se que ia ao vestiário, discretamente, olhar ao espelho, se estava fazendo alguma diferença, na sua atrofia.

Muitos então pegavam no pé dele, em um “bullying saudável”, ao qual ele reagia bem, também brincando com todos, e às vezes, dizendo que um dia seria “mais famoso que todos ali”, e que as pessoas o viriam pelas ruas e perguntariam “você que é o Alex”?

Isso causava gargalhadas gerais, e virou quase que um bordão provocativo, na academia: “Você que é o Aleeeeex?”

Enquanto os outros riam, ele voltava a treinar, e a levantar aqueles velhos pesos, em intermináveis séries.

Seleção de Brasília e o Desafio do Mestre

Em 1983, foi convocado para o treinamento oficial da Seleção da Academia, que já era então a que mais contava com campeões brasileiros e brasilienses do Brasil.

Trinta atletas de ponta apresentarm-se ao primeiro treino. Aqueles treinos foram tão puxados, que ao final de três meses, só haviam restado três atletas, além de Carlos Loddo: José Thomaz Miranda Lima (vice-campeão brasileiro e bicampeão brasiliense, hoje Mestre de luta livre, judô, jiu-jitsu, muay-Thai e luta-de-faca, amém do taekwondo), Hélio (aluno do saudoso Waldemar Santana que acompanhava a equipe), e, àquelas alturas, sem surpresa alguma o Alex!

Inesquecível, o penúltimo treino do grupo, quando só foram ele e o Carlos Eduardo. Depois de nove horas de treino e mais de cinco mil chutes e mil abdominais, o treinador e então quatro vezes campeão brasileiro Carlos Eduardo resolveu testar aquele menino com um desafio que nunca esperaria perder.

Cada um chutaria o alvo cinquenta vezes com cada perna, em chute circular com o calcanhar, até um dos dois desistir.

A “brincadeira” começou por volta das oito da noite do domingo, quando o treino brutal costumava terminar.

Por volta das onze da noite, os dois malucos continuavam a chutar, quase desmaiando, “por dentro”, mas sem dar sinal de cansaço, gritando como tigres, “por fora”.

Lá pelas tantas, Carlos Eduardo sentiu que “se metera numa roubada”, que aquele moleque não desistiria, por nada, e admitiu uma das poucas derrotas que sofreu, desde que começara a vencer, no taekwondo, desistindo, e cumprimentando formalmente o jovem guerreiro.

Pai do Taekwondo no Ceará

Ainda naquele ano de 1983, seu pai precisou transferir os negócios e a família para Fortaleza, Ceará, e foi-se o Alex, de Brasília.

Em Fortaleza, não encontrou lugar para continuar no taekwondo, e entrou para o karatê Shotokan, ainda na versão “tradicional” da NKK, e na dura tradição nordestina, de discípulos diretos das Famílias Caribé e Machida.

Em alguns anos, conquistou o seu 1o Dan, e o título de Campeão Norte-Nordeste de Karatê.

Sentiu saudades do taekwondo, tendo parado a meio-caminho da faixa-preta, na azul, e passou a vir fazer os exames em Brasília, e a ensinar para um grupo de amigos: Kátia (sua namorada), Adalberto Benevides (que iria ser o melhor lutador do taekwondo cearense, nos anos 1980 e 1990), Ivan e Halder Gomes. Treinavam duríssimo e se divertiam com a personalidade alegre e carismática do seu jovem instrutor.

Por volta de 1985, André conquistou o seu 1o Dan de taekwondo, examinado em Fortaleza, pelo Mestre Yong Min Kim.

Foi assim que um adolescente de quinze anos assumiu a responsabilidade de introduzir o taekwondo naquela importante capital nordestina, enfrentando todo tipo de desafio, e mesmo, situações perigosas.

Desafio diante das Câmeras

Para só ficar numa história, certa feita, fizeram demonstrações perigosas de quebramentos e saltos por sobre veículos, e um seu aluno que especializara-se em Yoga saltou do primeiro andar de um prédio, caindo totalmente relaxado e muito bem, no chão.

O mesmo relatou ao Prof. André que já estava treinando e conseguindo saltar do segundo andar.

André disse que avisasse quando conseguisse saltar do terceiro andar, de modo a chamarem a Rede Globo para uma matéria.

Quando o aluno assim o fez, e o professor chamou a Globo, mandaram uma equipe do Fantástico, só que o rapaz não apareceu.

Diante das câmeras e do enorme público que compareceu, e assumindo a responsabilidade pela imagem do taekwondo no Ceará, o obstinado André resolveu, sem jamais ter treinado para aquilo, jogar-se do terceiro-andar, o que fez, e foi registrado pela equipe do Fantástico.

Relaxou e absorveu bem a queda, flectindo os joelhos no tempo certo, mas obviamente sentiu o “tranco”, quase caindo de lado, mas recuperou a base, fez uma saudação e deu entrevista, diante das câmeras.

Competindo pelo Ceará e o início em outras Artes Marciais

No ano de 1987, André Lima foi ao Campeonato Brasileiro de Taekwondo, sozinho, como único representante do Ceará.

Atravessou com facilidade todos os seus adversários, até a final, quando também massacrou o excelente representante de São Paulo… Só que a arbitragem mafiosa era majoritariamente do Estado, e “deu” a luta para o oponente.

No período de Fortaleza, muito antes de ser “moda”, André iniciou-se também na complexa arte do jiu-jitsu e chegou à faixa-azul, em mais de um ano de treinos duros; tendo sido discípulo dedicadíssimo do célebre Grão-Mestre Francisco Sá, descendente das tradições de George Gracie e de Pedro Hemetério. Mestre Sá treinara antes lendários lutadores, como nada menos que: Ivan Gomes, Euclides Pereira e Casemiro “Rei-Zulu” Martins; e mais tarde, seus próprios filhos, os famosos Irmãos Sá.

andre lima taekwondo

Uma Importante Decisão

Tendo passado no vestibular para Medicina na Universidade Federal do Ceará e iniciando-se no curso, para a alegria da Família Lima, André sentiu que poderia vir a ser um grande médico, contudo, algo bateu mais forte em seu coração.

Movido pelo velho sonho de “tornar-se famoso” nas artes marciais, confrontou-se ali com o seu momento de decisão.

As proezas que já realizará eram “fichinha”, perto daquele momento crucial.

Sem saber direito o que fazer ou para onde ir, foi com a então namorada e parceira Kátia para Portugal.

Só se deu conta de que não tinha a menor ideia de um plano, ao desembarcar em Lisboa, quando o motorista do táxi perguntou “para onde(?)”, e ele ficou por instantes, sem saber o que dizer.

Depois de alguma procura, encontrou um importante líder do taekwondo português, o lendário Mestre António Fraga.

Logo se entenderam muito bem, e passou o obstinado lutador a treinar o duríssimo taekwondo tradicional do Mestre Fraga e a viver num novo universo de aventuras, com aquele ousado personagem, entre Portugal e a Espanha, onde iam lutar.

A certa altura da rica experiência européia, fazendo contato com personagens centrais do forte taekwondo francês, André Lima e Kátia transferiram-se para o maior centro de artes marciais da Europa, Paris.

Na capital francesa, viveram o intenso taekwondo do Mestre Lee Kwan Young, célebre pelas formas, e fizeram também cursos com muitos mestres e campeões, inclusive grandes lutadores do taekwondo europeu, como o campeão mundial (pela ITF e pela WTF) Henk Meijer, holandês, dentre muitos outros.

Ao vencer vários campeonatos franceses e europeus, com grande destaque, André Lima tornou-se estrela da mídia marcial européia, tornando-se capa das mais importantes revistas marciais francesas, inglesas, alemãs e outras.

Seguindo também sua perene procura por aperfeiçoar-se nas artes marciais em geral, buscou várias lendas das artes marciais européias.

Ao primeiro treino e trocação insana que podemos imaginar, conquistou a simpatia de ninguém menos que a lenda-viva do kickboxing e do karatê franceses e europeu, Dominique Valera.

O Grão-Mestre, depois de algum tempo, curioso com a obstinação do rapaz, perguntou o que ele estava buscando.

“Ficar famoso nas artes marciais!” Mestre Valerá sorriu e deu-lhe um choque de realidade, dizendo-lhe: “Se você busca fama mundial, está no país errado. Vá para os Estados Unidos.”

Chegada aos EUA

Não demorou muito, e André Lima e Kátia saltavam em Manhattan, Nova Iorque, mais uma vez, sem saber exatamente para onde pedir ao taxista que os levassem.

Completamente conquistados pela grandeza da Big Apple, acabaram traçando um plano.

Enquanto davam aulas e entregavam pizzas para pagarem as contas, André cursou artes cênicas na prestigiosa NYU (New York University).

No período nova-iorquino, que se passou na virada para os anos 1990, André Lima competiu com brilho em Open Karate Tournaments no Madison Square Garden, e fez seminários com lendas das artes marciais, como os campeões de full-contact karate e kickboxing Joe Lewis e Bill Wallace.

A certa altura, alguém que ouviu sobre seu sonho de fama deu-lhe outro choque de realidade, como conselho: “vá para Hollywood”.

ANDRE LIMA TAEKWONDO

Hollywood e a realização do Sonho

Em novo desembarque incerto, André Lima e Kátia finalmente encontraram seu lar definitivo, em Los Angeles, Califórnia.

Ali, André Lima interagiu intensamente com toda a elite dos filmes de ação dos Estados Unidos: Chuck Norris, Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stalone, Jacky Chan, e todos mais em que alguém puder pensar.

Embora tivesse de manter por um tempo rotinas duras de sobrevivência, como entregar pizzas e limpar cascos de iates (curiosamente, começou a atuar como mergulhador sem ainda saber nadar); logo especializou-se como stunt-man e coreógrafo profissional de cenas de luta.

Por força do cinema, também malhou para hipertrofia, subindo algumas categorias de peso, pois sempre teve boa altura.

Manteve intensa participação, tanto nos treinos e competições de taekwondo, conquistando nova coleção de títulos, e treinando com os melhores.

O hoje Grão-Mestre André Lima foi um dos dois primeiros brasileiros (o outro tendo sido o Grão-Mestre André Maurício de Oliveira) a atingir o 8o Dan oficial de taekwondo, pela The World Taekwondo Federation (WT), e as suas duas Lima Martial Arts, em imóveis de sua propriedade em bairros excelentes de L.A. são celeiros de campeões nacionais e internacionais de taekwondo.

Em sua rotina de treinar com lendas das artes marciais, destaque pode ser dado ao encontro para novas trocações, desta vez com a lenda Benny “the Jet” Urquidez, em seu famoso Jet-Center, onde treinou por bom tempo.

Logo estava também completamente lançado na mídia marcial norte-americana.

Foi também marcado por ter chegado à Califórnia juntamente com a Família Gracie, e com seus primos, os Irmãos Machado, que iriam mudar a história das artes marciais no mundo, então.

Aproveitando para continuar a estratégia iniciado no jiu-jitsu em Fortaleza, com o Mestre Sá, André acompanhou os Gracie nos primeiros momentos de contato com a mídia marcial de Hollywood, apresentando-os aos editores e até escrevendo algumas das primeiras matérias sobre eles.

ANDRE LIMA TAEKWONDO

Tendo se tornado discípulo próximo dos Gracie, e cada vez mais intensamente, dos Machado, recebeu a sua faixa-preta do campeoníssimo Grão-Mestre Rigan Machado, e é hoje 4o Dan de jiu-jitsu, modalidade sempre mantida em suas academias.

Sempre manteve boas relações com grandes lutadores brasileiros de todas as artes, que começaram a vida em Los Angeles ou nos EUA em geral, e dentre os amigos próximos que fez, estão incluídos Marco Ruas (Ruas Vale-Tudo/MMA), Denílson Maia (luta livre/MMA), Wallid Ismail (jiu-jitsu/MMA), e mais recentemente, Lyoto Machida (karatê/MMA). A lista é muito maior, sempre com boas histórias, sobre cada personagem com quem interage.

Por influência dos Gracie, a certa altura, resolveu ser pai. A antiga companheira, Kátia, já tinha se tornado uma grande amiga, amizade que sempre se manteve, até hoje.

Foi quando encontrou, em um seminário em Fortaleza, a bela campeã de taekwondo, vinda de Rondônia, Christianny Paiva.

Hoje, Chris Paiva Lima e André orgulham-se de manter uma empresa de ponta no ensino de artes marciais, e de terem tido e educado a bela e talentosa artista marcial e atriz Aycka Lima.

Os três contracenaram com grandes atores de Hollywood, como Gary Busey (Máquina Mortífera) e muitos outros, incluindo o Mestre Rigan Machado, na produção de André Lima, Beyond the Ring, de grande sucesso por algumas temporadas, no Box-Office.

Hoje, realmente, muita gente no mundo, inclusive celebridades, param o simpático personagem na rua e perguntam:

“Excuse-me, Sir. Aren’t you André Lima?”

O que não mudou, foi a sua simplicidade, a sua alegria, o seu jeito simpático de contar histórias, e claro, a sua inquebrantável obstinação.

 

Por Carlos Eduardo Loddo, o Mestre Caroço

 

ANDRE LIMA TAEKWONDO

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