Liderança como um Verbo: Entendendo e Praticando os Cinco Níveis de John C. Maxwell
Liderança como um verbo
Inicialmente, é fundamental reconhecer que liderança não é um título estático, mas sim um verbo que envolve ação constante. John C. Maxwell, um dos principais especialistas em liderança mundial, enfatiza que liderança “não se trata de títulos, cargos ou organogramas; trata-se de uma vida influenciando outra”.
Assim, é imperativo compreender que subir os cinco níveis de liderança, propostos por Maxwell, significa evoluir do simples mandato formal para uma influência profunda, duradoura e multiplicadora, capaz de transformar pessoas, equipes e organizações.
1. Primeiro Nível – Posição: o ponto de partida
Em primeiro lugar, o nível da posição representa o início da jornada de liderança: a autoridade conferida por um cargo ou função. Conforme Maxwell, “só porque você recebeu um título não significa que será seguido — muitos só se rendem por obrigação hierárquica”.
Nesse estágio, os subordinados seguem mais pelo contrato tácito do que por convicção pessoal; oferecem o mínimo: tempo, esforço e ideia — sem envolvimento real. Tal liderança se assemelha ao que se vê em culturas corporativas que investem apenas em estruturas formais, resultando em equipes desmotivadas e baixa produtividade.
2. Segundo Nível – Permissão: liderar por relacionamento
Além disso, o segundo nível, conhecido como permissão, representa uma virada crucial: as pessoas começam a seguir porque querem, não porque têm de. Maxwell ressalta que nesse estágio é o relacionamento que confere influência.
Construir confiança e respeito exige empatia, escuta ativa e interesse genuíno pelas pessoas ao redor. Tal abordagem transita do direcionamento autoritário para uma liderança mais humana, onde o líder se torna alguém com quem se deseja estar. Consequentemente, o ambiente torna-se mais colaborativo e com maior disposição para colaborar proativamente.
3. Terceiro Nível – Produção: resultados que legitimam
Posteriormente, o terceiro nível de liderança — produção — está centrado nos resultados concretos. Maxwell argumenta que liderança nesse nível atrai seguidores justamente pelo que o líder consegue realizar por meio da equipe e da organização.
Trata-se de liderar pelo exemplo, abrir caminho por meio de grandes entregas, criar credibilidade e energia coletiva. Nesse patamar, a influência cresce de forma exponencial: os resultados não apenas validam a liderança, como também impulsionam o comprometimento da equipe. Assim, o líder passa a ser percebido como agente de transformação, e não apenas simples gestor de rotina.
4. Quarto Nível – Desenvolvimento de Pessoas: multiplicando líderes
Ademais, o quarto nível — desenvolvimento de pessoas — é considerado o de maior alavancagem. Nesse estágio, líderes investem intencionalmente no crescimento das pessoas, criando uma cultura de mentoria e empoderamento.
Maxwell destaca que líderes eficazes ajudam outros a se tornarem líderes por meio de treinamentos, delegação consciente e oportunidades progressivas. Essa atitude gera um ciclo virtuoso: o sucesso deixa de ser individual e se transforma no potencial coletivo. Conforme ressaltado em uma das Leis de Maxwell, “para multiplicar o crescimento, é preciso liderar líderes e não apenas seguidores”.
5. Quinto Nível – Pináculo: legado e impacto duradouro
Consequentemente, o quinto e mais elevado nível é o do pináculo: influência consolidada pelo caráter, pela reputação e pelo legado construído ao longo do tempo. De acordo com Maxwell, neste ponto as pessoas seguem “não por títulos nem resultados, mas por quem o líder é e representa”.
Esse nível é reservado a líderes que demonstram consistência, humildade e impacto duradouro. Além disso, a preparação de sucessores e a expansão da rede de influência fazem parte de sua missão. Apesar de raro — alcançado por apenas cerca de 1% dos líderes —, esse estágio simboliza a culminância da jornada de liderança.
6. A construção da jornada: estratégias para ascender os níveis
Adicionalmente, subir do primeiro ao quinto nível exige estratégia, autoconhecimento e dedicação continuada. Primeiramente, é necessário avaliar em qual nível você se encontra com diferentes pessoas — pois o mesmo líder pode estar em nível 3 com sua equipe de trabalho e apenas nível 1 com um novo grupo. Em seguida, focar em construir relacionamentos sólidos, sobretudo se estiver preso no nível 1. Para isso, investir em comunicação empática, consistência de valores e reconhecimento genuíno é fundamental.
Posteriormente, atingido o nível 2, o passo seguinte é mostrar competência por meio de resultados — seja por projetos bem executados, melhoria de processos ou crescimento coletivo. Nesse momento, a liderança deixa de ser teórica e se fundamenta em conquistas mensuráveis.
Ademais, ao alcançar o nível 3, é crucial mentorear e desenvolver outras pessoas, delegando responsabilidades crescentes, cultivando habilidades e criando espaço para que outros liderem. Por fim, no nível 5, o foco deve ser deixar um legado — institucionalizando práticas de formação de líderes e inspirando novas gerações. Todos esses passos devem ser deliberados e sustentáveis, cultivando hábito, mentalidade de melhoria contínua e resiliência emocional.
7. Equívoco de se seduzir pelo Título
Contudo, o texto original tratava adequadamente o erro comum de associar liderança apenas ao título: “Elas pensam que porque receberam determinado título … agora serão seguidos”. Para aprofundar essa ideia, vale ressaltar que, conforme a própria Maxwell afirma, “It’s not the position that makes the leader; it’s the leader that makes the position”. Isso ecoa perfeitamente o primeiro nível.
Além disso, ao citar que os colaboradores ao nível 1 dedicam tempo mínimo e aguardam ansiosamente o fim do expediente, o texto-base descreve muito bem a cultura de liderança deficiente. Para contrastar, vale destacar que no nível 2, os colaboradores se envolvem por motivação intrínseca; e no nível 3, a energia é resultante das conquistas colaborativas, reforçando o clima de equipe e propósito compartilhado.
Adicionalmente, o texto-base pode ser enriquecido ao incluir ideias sobre legado — como o fato de que líderes de nível 5 atuam também para construir a próxima geração de líderes e perpetuar valores que persistam além de sua própria gestão.
8. Aplicação corporativa: estruturas que fomentam liderança genuína
Entretanto, é importante notar que muitos ambientes corporativos associam a liderança primordialmente ao nível 1, focando em cargos, organogramas e autoridade. Nessas organizações, os colaboradores frequentemente experimentam desengajamento, alta rotatividade e estrutura vulnerável à mudança. Por outro lado, empresas que adotam a filosofia de Maxwell consistentemente observam maior retenção de talentos, inovação por meio de mentoria e multiplicação de liderança interna.
Por exemplo, companhias que investem em programas de desenvolvimento pessoal, coaching e liderança participativa tendem a fortalecer o nível 2 e consolidar o nível 3, gerando resultados expressivos e ampliando sua influência no mercado. Logo, uma cultura de liderança elevada se traduz em competitividade sustentável e protagonismo coletivo.
9. Reflexões práticas para líderes em qualquer contexto
Dessa forma, mesmo fora de organizações formais, a jornada dos cinco níveis pode ser aplicada em projetos de voluntariado, comunidades, ministérios, startups ou carreiras individuais. O essencial é abordar a liderança como processo evolutivo, não como status deliberado. Valores como humildade, disciplina, empatia e visão sistêmica — todos amplamente defendidos por Maxwell — são universais e aplicáveis em qualquer cenário.
Outrossim, líderes coletivos — como educadores, pais, influenciadores digitais ou líderes comunitários — podem se beneficiar dessa estrutura para fortalecer conexões (nível 2), mobilizar comunidades por resultados concretos (nível 3), e formar novos líderes (nível 4).
10. Conclusão: liderança em contínua transformação
Em síntese, liderança, conforme Maxwell, não é um nome, é um verbo — ou seja, uma atividade intencional, dinâmica e transformadora. A progressão pelos cinco níveis — posição, permissão, produção, desenvolvimento de pessoas e pináculo — oferece um roteiro claro para líderes que desejam ir além da mera formalidade, construindo influência genuína e duradoura.
Além disso, o ciclo não é estático: líderes podem subir, descer e recomeçar com grupos diferentes. Portanto, o cuidado constante com o próprio crescimento, a cultura que se cultiva e a influência que se cultiva fazem toda a diferença. Conforme Maxwell já observou:
“Quando pessoas seguem um líder porque precisam, elas fazem apenas o necessário.”
Por fim, é essencial entender que a verdadeira liderança é construída por meio de relacionamentos éticos, foco em resultados com propósito e compromisso com o crescimento dos outros. Ao internalizar essa perspectiva, você não apenas melhora o resultado da organização — você constrói legado. Essa é, em última instância, a essência do que significa liderar como um verbo: influência que perdura, impacta e multiplica.
Mas, existem outros níveis de liderança que são aqueles em que os liderados seguem você porque querem. Vamos abordar os outros 4 níveis de liderança, na visão de Maxwell, nesta semana. Acompanhe!
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