Princesa Isabel, a redentora ?

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Princesa Isabel, a redentora – Novembro, 14, é o mês e dia que se comemora a morte de uma ilustre brasileira. Neste 2021, completam 100 anos da passagem da princesa Isabel.

Essa feminina liderança, que viveu numa época de grandes tensões e turbulências políticas, deixou um legado inesquecível.

Aliás, sua memória ficou no imaginário popular como “Princesa Isabel, a Redentora”. Ela lutou contra a escravidão, e venceu, e enfrentou o machismo estrutural ainda vigente no seio da sociedade brasileira. Ainda assim, avançou muito nas suas conquistas.

Isabel foi uma mulher admirada pela sua formação religiosa. Era espiritualizada, estudiosa, adorava leituras, ciências, química, fotografia e tinha uma personalidade otimista.

Além disso, sua autoridade lhe permitiu lutar pelos direitos políticos e trabalhar em prol de ideais nacionalistas e humanitários.

Ao mesmo tempo em que sua trajetória política demonstrou um grande embate entre seu destino como líder nacional e o enfrentamento à resistência de políticos importantes, mas dominados pelo machismo, que não aceitavam o comando definitivo do Império por uma mulher.

Isso se acirrou ao se casar com o príncipe franco-germânico Luis Filipe D’Orleans, o conde d’Eu, pois alegavam que quem governaria seria o marido.

Posteriormente, quando chegou a idade de 25 anos tornou-se senadora por direito, conforme previsão constitucional. Apesar da ferrenha oposição do senador e escritor José de Alencar, que não considerava próprio à mulher tal cargo.

Aliás, alguns estudiosos consideram que, por causa dessa oposição dos senadores, ela não chegou a tomar assento no Senado, embora, atualmente, o Senado Federal informe que ela foi a primeira mulher senadora no Brasil.

Em seguida, Isabel, seguindo orientação de um mentor político, o Barão do Rio Branco, primeiro ministro à época, apresentou a Lei do Ventre livre, a primeira lei abolicionista brasileira.

Assim, dois dias depois de ter sancionado a Lei do Ventre Livre — que determinou que as escravas que gerassem filhos (as), a partir de 28 de setembro de 1871, dariam à luz crianças livres —, a Princesa Imperial, grávida, falou pela primeira vez à Assembleia Geral, cumprimentando os parlamentares pelo que ela chamou de progresso moral.

Em abril de 1888, a princesa Isabel demonstrou seu poder obrigando a todo o seu Gabinete e parlamentares a subirem a serra até Petrópolis para assistirem a cerimônia, no Palácio de Cristal, onde residia, que libertaria os últimos escravos do município de Petrópolis.

Em 13 de maio de 1888, a princesa estendeu o benefício e promulgou a lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil. Sua coragem política, solidariedade e patriotismo fizeram da princesa uma referência política e social.

Fim da Exploração?

Apesar de muitos dos problemas que tentou solucionar com a abolição não terem sido exitosos, sem dúvida, marcou o início de uma nova etapa na história brasileira.

Hoje, ao considerarmos as disputas políticas antagônicas daqueles que, no Império, defendiam o modelo econômico mantido pela mão de obra e produção escravas e dos que lutaram pela abolição, é preciso atentarmos às suas razões e consequências históricas.

O Brasil tem, na sua alma a tristeza de ter sido um país escravocrata, sim. A escravidão foi, sem dúvida, o mais trágico momento de nossa história.

Depois de muitos embates, conseguimos a abolição. Mas havia a obrigação moral de preparar os futuros trabalhadores, criar condições políticas e econômicas para essa nova condição.

Daí, os alertas de que a solução não deveria se limitar à abolição foram e ainda são reais.

Afinal, a Lei Áurea não significou o início de uma relação de trabalho regida pela compra e venda da força de trabalho mediante remuneração digna e suficiente à manutenção do trabalhador e de sua família.

Ao contrário, a regularização fundiária do país, especificamente o fim da doação das terras devolutas que passaram a ser vendidas pelo Estado  e a ausência de estruturas que impedissem a exploração dos negros, como a que ocorria no período da escravidão, deixaram centenas de ex-escravos sem condições de se auto sustentar.

Herança Maldita

Infelizmente, esse histórico ainda traz consequências estruturais.

Hoje, temos milhões de desempregados, de famintos, de pessoas desamparadas e desesperadas, por não terem futuro digno à frente.

O Brasil precisa de uma mãe, não necessariamente uma mulher, mas de uma liderança que cuide, alimente, medique e assista à nossa sofrida população.

Atualmente o sofrimento do povo brasileiro é imenso e não há nenhum movimento social e político consistente e capaz de trazer real esperança de mudança para melhor.

Tampouco existem lideranças que consigam canalizar ações para devolver – não apenas um pouco de autoestima -, mas confiança social, a partir da formação de novos profissionais adequados a essa nova realidade global, caracterizada pelo fim de vários dos atuais empregos.

Além de promover uma nova aliança em torno de um verdadeiro projeto de nação.

 

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