A Personal Renatinha Costa fala sobre CONSISTÊNCIA e dá várias sacadas!

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Por que é preciso vencer a resistência? A vida não vivida é aquela que existe apenas dentro de nós. Entre uma e outra há o que Pressfield chama de “resistência”.

Resistência é o que fica entre você e o seu sonho, entre você e seus objetivos.

Provavelmente já parou tarde da noite e ficou pensando na pessoa que se tornou e naquela que poderia ter se tornado? Talvez, você seja um pintor que nunca pintou, um pastor que nunca pastoreou, um escritor que nunca escreveu, um escultor que nunca esculpiu, um caridoso que nunca se doou, um empresário que nunca empreendeu…

Sabe porque isso acontece? Porque há um segredo que muitos não sabem: o difícil não é pintar, mas parar para pintar, sentar para escrever…

Porque a “resistência” destrói as chances de alguém desenvolver a vocação para qual é chamada. Ela apequena a pessoa e a impede de alçar voo. Torna-a medíocre e acomodada.

Essa ação é infernal, porque cada ser humano é único e irrepetível; se não fizer aquilo para o qual foi criado para fazer, algo não será dito, feito, acordado, amado, criado.

Afinal, nossa missão no mundo não é simplesmente sobreviver.

Há algo que se não fizer, fará falta.

Por isso, a resistência cria viciados, bêbados, frustrados, adoentados, apáticos…

QUEM É A RESISTÊNCIA…

Ela é aquela voz dentro si que lhe lembra, sempre que deseja evocar um ato superior, que não deve agir, que não vale a pena, que é perda de tempo, que não é capaz, que já não há mais tempo, nem idade favorável a implementação de qualquer novo ato.

Qualquer patamar que lhe leve a vencer, fazer um trabalho altruísta, fazer uma arte, comprometimento com algo, qualquer coisa que lhe enobreça vai haver na frente a resistência.

A resistência é invisível, mas é uma força interna que nasce de um medo terrível, que é o medo de crescer.

Ela é uma máquina de destruição que não vai desistir enquanto não lhe convencer a ficar parado, a deixar para lá.

 

QUAL O OBJETIVO DA RESISTÊNCIA…

A resistência tem como objetivo não deixar que nada mude. Ela é o drama da humanidade. Quando alguém a vence, tem que lidar com a insatisfação dos demais. Porque quando você exerce seu propósito de vida, aqueles que não conseguiram agir se sentirão medíocres, fracassados.

Ela mente, seduz e se apresenta com a forma necessária para lhe evitar crescer.

Quando você conseguiu sentar na cadeira para escrever, pintar…Na reta final, a resistência será ainda maior. Ela é implacável e não dorme nunca.

 

A RESISTÊNCIA RECRUTA ALIADOS

Imagine que começa a fazer o que sonhou, à sua volta começará a haver vários boicotes porque sua realização pessoal expõe a mediocridade dos que permanecem paralisados.

As pessoas se sentem incomodadas com alguém que trai o comodismo.

 

DAR EXEMPLO

Avançar e dar exemplo é o melhor que pode fazer para ajudar os demais. Esses podem se inspirar na sua atitude. Você prova que é possível avançar. Ajuda as pessoas a ter argumento contra a própria resistência.

 

RACIONALIZAÇÃO

Sempre há uma boa razão para não agir, para não sair da zona de conforto. Sempre há um argumento – e sempre vai haver – para adiar aquilo que se sabe que precisa fazer.

Só realizamos quando fazemos independentemente da resistência, dos impedimentos.

Portanto, se não assumir que aquilo é importante e deve ser feito, haverá sempre motivos cada vez mais complexos para não fazer.

 

DISTRAÇÕES

Há várias coisas que oferecem compensações imediatas que podem nos tirar do foco.

É preciso saber adiar essa imediata satisfação, afinal crescer não é rápido, demanda esforço, tempo.

O combustível para prosseguir é amar, colocar amor no que faz.

 

PROBLEMAS

Muitas vezes a pessoa ressalta um problema para justificar a própria inação. Há várias dramatizações, inclusive familiares, para dar desculpas de não se empenhar.

Há vários realizadores que viveram situações dramáticas, nem por isso, deixaram de pintar obras maravilhosas, criar músicas fantásticas, se dedicar a feitos humanos de grande relevância social.

 

AUTOMEDICAÇÃO

Há várias doenças que nada são além de angústia existencial por não se fazer o que viemos fazer no mundo. São causadas pela saudade de nós mesmos. Pela frustração de vivermos do jeito que vivemos.

Depressão e ansiedade algumas vezes podem ser desculpa para se automedicar, para se dopar. Anestesiada com os medicamentos, a pessoa se sente aliviada e satisfeita com a vida medíocre. Nesses casos, medicamentos são péssimos remédios porque a insatisfação pode ser uma poderosa ferramenta para alguém que busca mudança de vida.

Essa automedicação substitui a realização de projetos pessoais e permite à pessoa seguir com uma vida medíocre e infeliz.

 

INFELICIDADE

Quando não se dedica ao que se gostaria, sente-se vários sintomas de uma infelicidade que se enraíza na alma. A pessoa começa por sentir tédio de tudo que faz, nada lhe traz satisfação; depois desgosto, amargura. Para lidar com essa angústia, o indivíduo procura algumas compensações: bebidas, drogas, comilanças, consumismo.

Mas quando passa essa alienação gerada por essas substituições, e a dor volta, começa a desenvolver patologias psicossomáticas.

Porque só se é feliz quando se realiza a própria obra.

 

CRÍTICAS

Uma pessoa que está realizando seus sonhos não perde tempo criticando ninguém.

Talvez porque não precise transferir para fora, para um alvo externo nenhuma frustração.

 

FALTA DE AUTOCONFIANÇA

O medo, em regra, aponta para a direção que a pessoa deve ir.

Ou corre dele, quando é justificado, ou corre para ele, quando há potencial de mudança qualitativa.

 

PROFISSIONAL X AMADOR

 

CONSISTENCIA

O amador não tem um amor comprometido para vencer as resistências. Ele faz as coisas por diversão, quando sobra tempo. Essa atitude e comportamento não permitem ao amador ter garra para se qualificar, para ser vencedor.

Já o profissional faz para valer. Ele tem compromisso constante com o seu sonho. Ele faz como vocação. Todo tempo que ele pode dispor, ele se dedica. Ele tem responsabilidade e por isso, vence as resistências para fazer. Seu sonho, alimenta sua alma. Não há nada mais importante do que a realização de sua alma, por isso leva a sério. É uma questão de vida ou morte.

Por isso, ele faz coisas dignas de nota.

 

COMO SER UM PROFISSIONAL:

Anote algumas atitudes e comportamentos importantes para tornar-se um profissional, uma pessoa propícia ao desenvolvimento de habilidades.

  1. Seja pontual – Seja implacável com o seu compromisso de ser pontual. É uma demonstração de respeito com você mesmo.
  2. Sinta-se Insatisfeito – Reconheça que a distância de onde está agora até onde poderia estar deve ser vencida por você.
  3. Tenha postura profissional – Não dramatize muito os erros, mas não se conforme com eles. Haja com perseverança, consistência e seja fiel ao seu trabalho.
  4. Faça reuniões consigo mesmo – Monitore os seus resultados para saber se está no caminho certo e se auto-responsabilize pelos resultados obtidos.
  5. Adote a mentalidade da “marmita” – Cumpra horários, siga os compromissos diários. Organize seu espaço para favorecer sua organização mental.
  6. Aja sem pressa e sem pausa – Adote a atitude mental da formiga. Afinco e sobriedade. O seu salário é a realização da sua alma, por isso, invista em sua identidade humana e prepare-se para percorrer uma longa trajetória.
  7. Vença a si mesmo – O objetivo do profissional é todo dia vencer a si próprio. Honre o compromisso consigo mesmo diariamente.
  8. Seja humilde – Suporte as adversidades, não leve as discordâncias para o lado pessoal, entenda que o caminho do aprendizado não tem uma chegada e reconheça que os dons são dádivas de Deus.
  9. Entre em campo – É melhor estar na arena pisoteado do que na arquibancada assistindo construírem a sua história. Seja o protagonista. Aja, ao invés de só reagir.
  10. Decida-se. Você – só você – deve decidir. Uma vez decidido, mesmo que a força seja pequena siga em frente.
  11. Não desista. Uma vez que decidiu, não pare, não retroceda. Se necessário, ajuste a rota e siga em frente. Em regra, ninguém pode lhe deter, exceto você mesmo.

*Baseado no Livro A Guerra da Arte, Steven Pressfield.

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