Nietzche e o Inconsciente em Jung e Freud, por Dr Peterson

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Esse artigo aborda o inconsciente em Jung e Freud.

Carl Jung foi um pensador extremamente inteligente e imaginativo.

Talvez pudéssemos dizer que ele se perdia em devaneios e era um grande visualizador.

De fato, muito do que ele descobriu foi consequência de se envolver em fantasias elaboradas de longo prazo, na quais conversava com figuras de sua imaginação.

Para percorrer as profundezas da imaginação humana, seu trabalho pode ser visto como um amálgama.

Seu profundo conhecimento em grego e latim, seu longo estudo sobre manuscritos alquímicos davam também suporte ao seu interesse sobre o surgimento da ideia de ciência, que ele considerava manifestação da imaginação coletiva.

Jung foi influenciado por Freud e por Nietzsche e se propôs a abordar a lacuna entre religião e ciência.

Na verdade, Jung levou muito a sério os comentários de Nietzsche sobre a morte de Deus.

Para Nietzsche, haveria duas grande consequências do colapso da crença religiosa formal, que levaria as pessoas a uma condição moralmente relativista que se mostraria psicologicamente intolerável.

Isto porque se adotarmos uma posição moral relativista e leva-la a sua conclusão, tudo terá o mesmo valor.

Em outras palavras, não há hierarquia de valor entre as coisas, não há melhor, nem pior.

Bem como, em última análise, poderíamos dizer não há bem e não há mal.

Todavia, não podemos nos orientar em um mundo que tem essas propriedades porque para agir temos que mirar em algo melhor do que temos agora.

De outro modo, não haveria porque gastarmos energia agindo.

Ou seja, nós precisamos de hierarquia, de diferenciação de valor para agir.

Nesse sentido, Nietzsche baseou-se na ideia de que se a hierarquia de valores entrasse em colapso, as pessoas não se sentiriam motivadas a fazer nada.

Além disso, as pessoas ficariam extraordinariamente confusas e deprimidas porque o valor desapareceria de suas vidas.

Então, a consequência disso seria que elas se tornariam um tanto niilista ou talvez absolutamente niilistas.

De maneira idêntica, elas se voltariam para sistemas ideológicos rígidos e ideológicos como substitutos.

Mas, o que Nietzsche ofereceu como alternativa a isso foi os seres humanos criarem seus próprios valores.

Essa é a sua ideia de super-homem, que seria a pessoa capaz de transcender o mundo sem valor causado pelo declínio da religião, para criar seus próprios valores como um ato consciente.

Porém, o problema é que não é óbvio criar os próprios valores como um ato consciente.

Porque não é óbvio que os valores são criados conscientemente.

 

FREUD E O INCONSCIENTE

Freud formalizou em alto grau a ideia de subconsciente, sua teoria profundamente biológica e social é que não somos necessariamente a nossa consciência.

Sob esse ponto de vista, você não é dono da sua própria casa.

Dessa forma, Freud viu o inconsciente como um lugar basicamente povoado por personalidades fragmentadas.

Não esquemas ou processos cognitivos, mas coisas como seres vivos.

De acordo com Freud, elas são subpersonalidades fragmentadas e cada uma delas tem sua própria visão de mundo, racionalizações, emoções, estruturas e objetivos.

Daí porque quando você está com fome, vê o mundo através dos olhos de uma pessoa faminta e suas reações emocionais dependem se a comida está disponível ou não.

Talvez não a comida que você deseja esteja disponível, mas é a natureza impondo suas necessidades a você como ser vivo.

Esse é o ID, de Freud, que ele considerava algo primordial e primitivo.

 

FREUD X JUNG

Por outro lado, essa questão do ID era uma das coisas que realmente separava Freud de Jung.

Do ponto de vista de Peterson, Jung é muito mais preciso do ponto de vista da psicologia evolutiva.

Seu pensamento é radicalmente subestimado como um pensador profundamente fundamentado na Biologia.

Além disso, Jung era uma pessoa notável por causa de sua noção histórica, da relação entre história e a psique humana.

Acima de tudo, a ênfase na história de 3,5 bilhões de anos do mundo como relevantes para nós como seres humanos.

Aliás, a história antiga para os filósofos europeus foi de 500 a 2.000 anos atrás, porém Jung pensou muito além disso, muito antes disso.

De um lado, o inconsciente para Freud é um tanto difícil de entender porque há uma espécie de dois elementos para isso.

Temos o ID, que é a fonte da motivação primordial.

Freud concentrou-se principalmente na agressão e na sexualidade porque as considerava as motivações mais convincentes e as mais difíceis para a maioria das pessoas se integrarem com sucesso no mundo social.

E mais tarde se concentrou no que chamou de instinto de morte.

Para Freud essas motivações eram reprimidas e, portanto, subdesenvolvidas e imaturas.

Então, o inconsciente freudiano é uma espécie de inconsciente implícito.

A outra parte do inconsciente freudiano são aquelas coisas que acontecem com a pessoa e ela reprime porque não gostou do que elas implicam.

 

INCONSCIENTE EM JUNG

Podemos pensar em Jung como um profundo arqueólogo do ID.

Enquanto Freud considerava o ID como algo primordial; seu ID raivoso seria como uma besta fora de controle.

De outro lado, para Jung o inconsciente era, em muitos aspectos, muito mais sofisticado do que as partes conscientes do ser.

O inconsciente guia sua adaptação e estrutura sua compreensão de maneiras universais, e você não entende.

São maneiras universais e portanto biológicas e muito mais sofisticadas, do que a noção primordial de impulso biológico poderia indicar.

Da perspectiva Junguiana, muitas das forças que os povos antigos consideravam divindades eram representações personificadas de sistemas instintivos.

Essa é uma maneira de pensar o INCONSCIENTE COLETIVO, que em certo sentido é o termo substituto de Jung para o ID freudiano.

Portanto, são duas noções muito diferentes de inconsciente, pois uma depende de sua experiência e a outra, não.

 

 

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